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Musical sobre Wilson Simonal vem a São Paulo em junho – O Estado de SP – Blog Ubiratan Brasil

Escrito por Thelmo Fernandes . Publicado em BLOG

09 maio 2015 | 14:13

O espetáculo S’Imbora, o Musical – A História de Wilson Simonal’ finalmente chegará a São Paulo. Estreia dia 11 de junho, no Teatro Cetip, que fica no Instituto Tomie Ohtake, ou mais precisamente, Ohtake Cultural. Os ingressos já estarão à venda a partir do dia 20.

Recomendo plenamente, pois o espetáculo consegue fugir da linha rasa de musicais biográficos que já foram encenados. A estrutura é a mesma, é preciso aceitar: a vida de Wilson Simonal, seu tremendo sucesso e seu fracasso provocado, suas paixões e dissabores, tudo é narrado com uma trilha sonora adequada, que complementa a trama.
Mas o espetáculo escrito por Nelson Motta e Patrícia Andrade, e dirigido por Pedro Brício, oferece inteligentes números musicais, em que os atores não se limitam a cantar – o que é, infelizmente, tradicional em musicais biográficos brasileiros. Há criatividade na coreografia, que não apenas informa como revela a criatividade de seus criadores.
O musical também comprova o talento de Ícaro Silva. O rapaz já era destaque em Rock in Rio – O Musical, roubando diversas cenas e até desequilibrando o eixo do espetáculo, que apontava para outros protagonistas. Foi também memorável como Jair Rodrigues em Elis – A Musical, atuação elogiada pelo próprio Jair, que acompanhou a apresentação em São Paulo em noite inesquecível.
Agora, como Simonal, ele consegue o tipo de atuação que considero o mais difícil, mas certamente o preferido, quando se interpreta alguma personalidade muito famosa: trazer os gestos e as entonações certas de voz sem que se pareça uma imitação. É como se identificássemos a figura homenageada, mas percebemos também o trabalho do ator, que acrescenta novos detalhes que apenas melhoram a performance, sem resvalar para a caricatura ou, no ponto oposto, uma simples imitação.
Impossível não elogiar também a atuação de Thelmo Fernandes como Carlos Imperial. Quem não conheceu Imperial tem a grande chance graças ao trabalho de Thelmo, preciso ao criar uma figura desbocada, interesseira mas, importante, com um toque humano, evitando a demonização.
Depois de um ano que, apesar da crise, tivemos ótimas estreias de musicais em São Paulo, nada melhor que esperar por S’Imbora, o Musical.

Ícaro Silva (Simonal) e Thelmo Fernandes (Carlos Imperial)

Ícaro Silva (Simonal) e Thelmo Fernandes (Carlos Imperial). Foto Leo Aversa/Divulgação

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Simbora, o musical, a história de Wilson Simonal – Crítica da Veja Rio

Escrito por Thelmo Fernandes . Publicado em BLOG

Resenha de VEJA Rio por Rafael Teixeira

AVALIAÇÃO: MUITO BOM |  Entre os astros da canção brasileira homenageados recentemente, Wilson Simonal (1929-2000) talvez seja aquele cuja trajetória mais pareça uma movimentada história de ficção. Jovem de origem pobre, tornou-se, nos anos 60, o primeiro ídolo negro da música nacional, até cair em decadência, acusado de colaborar como delator na ditadura militar. Redimido nos últimos anos por meio de biografias e documentários (que reconhecem eventuais erros, mas resgatam seu talento de cantor), além de relançamentos de discos, ele ganha o palco em S'Imbora, o Musical - A História de Wilson Simonal. O texto de Nelson Motta e Patrícia Andrade (de Elis, a Musical) não foge totalmente da cartilha dos recentes musicais biográficos, mas tem o mérito de preservar matizes da vida do homenageado e driblar o didatismo tão recorrente nesse tipo de espetáculo. A direção de Pedro Brício, que optou por formatar o roteiro final ao longo dos ensaios, se mostra, talvez por isso, mais orgânica e envolvente. Sem se render à imitação fácil, o jovem Ícaro Silva irradia tanto o notório carisma do homenageado, na defesa de canções como Meu Limão, Meu Limoeiro, Vesti Azul, Carango e Nem Vem que Não Tem, quanto a angústia da fase final de sua vida, na arrepiante (e menos conhecida) Cordão - todas as músicas muito bem arranjadas por Alexandre Elias. Espécie de narrador da história, o produtor Carlos Imperial é vivido por Thelmo Fernandes com a competência habitual (160min, com intervalo). 12 anos. Estreou em 15/1/2015.